
Por vezes penso, e, repenso, na vida.
Feita de dualidades. Quando os sentimentos e o desejo são demasiado vivos para poderem parar mesmo contra todas as regras da Razão.
Em determinadas alturas,torna-se impossível fazer uma pausa para refletir sobre quais as razões que nos levam a sentir aquilo que tanto nos impele uns para os outros. Se pudessemos fazê-lo, talvez concluíssemos de imediato que não valia a pena investir numa relação assim,vivida nos extremos.
O extremo da união carnal e o da diferença na forma de viver o quotidiano.
Elevando-me sobre a paisagem, olho para baixo e considero ... "Querem-se muito, não há dúvidas disso. Mas, as formas distintas de sonhar o futuro, a falta de convergência nas ambições e a falta de harmonia entre a vida de cada um deles, faz com que vivam entre altos e baixos...
O facto é que, quando se encontram frente-a-frente, são incapazes de pensar noutra coisa que não seja estarem juntos!
E quando aterro no meu sofá vêm as dúvidas... as certezas... porque é que tenho a impressão que andamos sempre com os sentimentos em contramão, ou serão estes que andam na contramão da razão?

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