segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Simples


Não tens de me prometer a Lua... Basta-me que te sentes ao meu lado um momento debaixo dela.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Fazes-me falta este Natal e para SEMPRE, Pai




Hurt

Seems like it was yesterday when I saw your face
You told me how proud you were, but I walked away
If only I knew what I know today, ooh, ooh

I would hold you in my arms, I would take the pain away
Thank you for all you've done, forgive all your mistakes
There's nothing I wouldn't do to hear your voice again
Sometimes I wanna call you but I know you won't be there

Oh, I'm sorry for blaming you
For everything I just couldn't do
And I've hurt myself by hurting you

Some days I feel broke inside but I won't admit
Sometimes I just wanna hide 'cause it's you I miss
And it's so hard to say goodbye when it comes to this, ooh

Would you tell me I was wrong? Would you help me understand?
Are you looking down upon me? Are you proud of who I am?
There's nothing I wouldn't do to have just one more chance
To look into your eyes and see you looking back

Oh, I'm sorry for blaming you
For everything I just couldn't do
And I've hurt myself, oh

If I had just one more day
I would tell you how much that I've missed you
Since you've been away

Oh, it's dangerous
It's so out of line
To try and turn back time

I'm sorry for blaming you
For everything I just couldn't do
And I've hurt myself
By hurting you

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Poéticamente Filosofando















TRADUZIR-SE

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar

P.P. Gostei muito,obrigada. Ilustra perfeitamente a conversa d'hoje.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009



OK!!
É definitivamente verdade que está em nós mudar a perspectiva dos acontecimentos para tornar a nossa vida mais agradável.
Quem me dera reeducar a minha massa cinzenta por forma a ser mais rápida a afastar maus pensamentos e ter sempre o copo meio cheio!
Como hoje...
Tenho andado algo obcecada com a minha evolução interior, grito aos quatro ventos que preciso de um Guru! Faz-me falta!
Até o empregado do restaurante indiano se fartou de rir ao explicar-me como posso estar enganada, eu também me ri quando o Sr. da mesa ao lado (que não sei escrever o nome indiano) me disse que eu tenho alma de Guru, não me parece mas agradeço o voto de confiança.
O que sei é que tenho de ler e reler Fernando Pessoa mais vezes!
Traz-me sempre de volta! Lava-me dos "maus espíritos"!
A vida é linda mesmo cheia de imperfeições!
Assim como eu.
E com esta me vou... :-)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Hoje vou sonhar com Estrelas

Hoje passei por aqui para ler poesia!!

E claro nunca resisto ao "meu" querido Fernando Pessoa.
Tem quase sempre um bom conselho, qual injecção de adrenalina para me fazer pensar no que realmente importa. Na essência do que é importante.

Hoje estou de mau-humor, bem talvez não de mau-humor mas de braços caídos... ao lado da alma murcha... os meus dois neurónios bateram em retirada para outro cérebro.
Estou cansada, é a segunda semana que não está correr nada bem. A barra está pesada mas não parada.

Só agora reparei que tenho olhado muito para o chão, tanto, que me esqueci de olhar para o céu.
Hoje vou sonhar com estrelas, já sinto um cintilar.
Estrelas... estou a vê-las... são tão liiiiiiiiiiiindas! Como poderia não erguer os meus braços para as tentar tocar ou os meus olhos para me reconfortar da opacidade do caminho!
E esta semana má antecede uma maravilhosa, só pode!!!

Mães Más - precisam-se



“Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:

- Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

- Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

- Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao dono: “Nós tirámos isto ontem e queríamos pagar”.

- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

- Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).

Estas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má, os meus filhos vão lhes dizer:

“Sim, a nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...As outras crianças comiam doces no café e nós só tinhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes ao almoço e nós tinhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.

Insistia que lhe disséssemos com quem iamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Ela insistia sempre connosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.

E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!

Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.

Enquanto todos podiam voltar tarde tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em actos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!”
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como a minha mãe foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

Sonhe com Estrelas


Sonhe com as estrelas,
apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar, sabe-se lá aonde.
As lágrimas?
Não as seque,
elas precisam correr na minha,
na sua, em todas as faces.
O sorriso!
Esse, você deve segurar,
não o deixe ir embora, agarre-o!
Persiga um sonho,
mas, não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor,
cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas, não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Alargue seu coração de esperanças,
mas, não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Circunda-se de rosas, ama, bebe e cala.
O mais é nada.

Fenando Pessoa

terça-feira, 15 de dezembro de 2009


LUGARES COMUNS

Entrei em Londres

num café manhoso (não é só entre nós

que há cafés manhosos, os ingleses também,

e eles até tiveram mais coisas, agora

é só a Escócia e parte da Irlanda e aquelas

ilhotazitas, mais adiante)


Entrei em Londres

num café manhoso, pior ainda que um nosso bar

de praia (isto é só para quem não sabe

fazer uma pequena ideia do que eles por lá têm), era

mesmo muito manhoso,

não é que fosse mal intencionado, era manhoso

na nossa gíria, muito cheio de tapumes e de cozinha

suja. Muito rasca.



Claro que os meus preconceitos todos

de mulher me vieram ao de cima, porque o café

só tinha homens a comer bacon e ovos e tomate

(se fosse em Portugal era sandes de queijo),

mas pensei: Estou em Londres, estou

sozinha, quero lá saber dos homens, os ingleses

até nem se metem como os nossos,

e por aí fora...



E lá entrei no café manhoso, de árvore

de plástico ao canto.

Foi só depois de entrar que vi uma mulher

sentada a ler uma coisa qualquer. E senti-me

mais forte, não sei porquê, mas senti-me mais forte.

Era uma tribo de vinte e três homens e ela sozinha e

depois eu



Lá pedi o café, que não era nada mau

para café manhoso como aquele e o homem

que me serviu disse: There you are, love.

Apeteceu-me responder: I’m not your bloody love ou

Go to hell ou qualquer coisa assim, mas depois

pensei: Já lhes está tão entranhado

nas culturas e a intenção não era má, e também

vou-me embora daqui a pouco, tenho avião

quero lá saber



E paguei o café, que não era nada mau,

e fiquei um bocado assim a olhar à minha volta

a ver a tribo toda a comer ovos e presunto

e depois vi as horas e pensei que o táxi

estava a chegar e eu tinha que sair.

E quando me ia levantar, a mulher sorriu

Como quem diz: That’s it



e olhou assim à sua volta para o presunto

e os ovos e os homens todos a comer

e eu senti-me mais forte, não sei porquê,

mas senti-me mais forte

e pensei que afinal não interessa Londres ou nós,

que em toda a parte

as mesmas coisas são.


Por: Luísa Amaral

P.P: Como eu a compreendo!