
Nem imaginas o que penso escrever enquanto percorro o teu árduo corpo, sim árduo, porque o imagino entre a resistência e a loucura... a um passo, apenas, de ser só meu.
Loucura. É como lhe chamo, é como me sinto, quando quero gritar-te... Eu quero-te! Mágica imaginação... Nestes assuntos é o medo que me norteia. Mas não há medo que chegue que me impeça de sonhar!
E na coragem emprestada vou imaginar que estas frases chegaram ao seu destino e que quis o tempo trazer-me a resposta. Quero ler-te assim:
Estarás sempre ao alcance do sonho e do desejo por cumprir…
E o campo com o seu sorriso verde é meu aliado, meu amigo, para harmonizar os meus momentos de fim de tarde em que me encontro a divagar até chegar a ti.
Estamos numa praia com ondas sorridentes, o que me acalma e me deixa inerte ao pensamento fugaz da loucura do acto por realizar…
Sei que outro dia virá feito de ilusões e de argumentos, para que o mundo nos afaste, sei que o meu caminho é feito das peripécias loucas e dos trechos perdidos do meu recanto chamado realidade, e ainda assim penso em ti.
Tão longe que estás, e tão perto que te sinto, nessa magia do amor que construo como castelos de areia à beira-mar, num desafio, para que mandes uma onda maior e os destruas, chamando-me assim à minha dura realidade…
E a teimosia provoca-me, faz-me voltar em cada final de tarde para construir de novo os castelinhos de areia húmida. Essa mesma teimosia que vai de mão dada com a esperança, que assim aproveita para imaginar a tua chegada por entre as alegres ondas e, num pensamento secreto, chega a imaginar que vens naquela onda maior.
E se os castelos são de areia, os desejos são de vento, e o meu amor é bordado pelo sol que, ao longe, se despede e vai dormir.
E tu, vais aparecer…
Joana campos Verdes (30/10/2008)









