quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mixagem de Joana Campos Verdes


Nem imaginas o que penso escrever enquanto percorro o teu árduo corpo, sim árduo, porque o imagino entre a resistência e a loucura... a um passo, apenas, de ser só meu.
Loucura. É como lhe chamo, é como me sinto, quando quero gritar-te... Eu quero-te! Mágica imaginação... Nestes assuntos é o medo que me norteia. Mas não há medo que chegue que me impeça de sonhar!
E na coragem emprestada vou imaginar que estas frases chegaram ao seu destino e que quis o tempo trazer-me a resposta. Quero ler-te assim:

Estarás sempre ao alcance do sonho e do desejo por cumprir…
E o campo com o seu sorriso verde é meu aliado, meu amigo, para harmonizar os meus momentos de fim de tarde em que me encontro a divagar até chegar a ti.
Estamos numa praia com ondas sorridentes, o que me acalma e me deixa inerte ao pensamento fugaz da loucura do acto por realizar…
Sei que outro dia virá feito de ilusões e de argumentos, para que o mundo nos afaste, sei que o meu caminho é feito das peripécias loucas e dos trechos perdidos do meu recanto chamado realidade, e ainda assim penso em ti.
Tão longe que estás, e tão perto que te sinto, nessa magia do amor que construo como castelos de areia à beira-mar, num desafio, para que mandes uma onda maior e os destruas, chamando-me assim à minha dura realidade…
E a teimosia provoca-me, faz-me voltar em cada final de tarde para construir de novo os castelinhos de areia húmida. Essa mesma teimosia que vai de mão dada com a esperança, que assim aproveita para imaginar a tua chegada por entre as alegres ondas e, num pensamento secreto, chega a imaginar que vens naquela onda maior.
E se os castelos são de areia, os desejos são de vento, e o meu amor é bordado pelo sol que, ao longe, se despede e vai dormir.
E tu, vais aparecer…

Joana campos Verdes (30/10/2008)

O bom dia que eu mais gostei


DEFICIÊNCIAS
Mário Quintana

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui .
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

' A amizade é um amor que nunca morre.’

O Sonho




Num fim de tarde

Sentei-me à beira-mar

O sol batia-me no rosto.

O vento fazia-me arrepiar…

Olhei em teus olhos

Vi-me reflectida em ti.

Suavemente tocaste na minha mão

Estremeci… Corei... Sorri…

Ninguém controlava aquela situação

Ninguém sabia onde ia parar…

Um leve suspiro…

Uma momentânea troca de um olhar…

E tanto que eu te queria dizer…

Dei por mim na tua boca

Um toque… um beijo…

Sentias o meu desejo

Era mais do que podias saber…

Queria-te mais que tudo…

E ali ficamos… olhamos o horizonte

Cumplices… longe do mundo

Entre silêncios, olhares e carinhos

Palavras sinceras saíam…


É assim que me fazes sentir

É assim que quero estar

Junto a ti… sentir-te… beijar-te…

Estarei eu a sonhar?

Sim, estou… mas... sonhar é tão bom!

Joana Campos Verdes (30/10/2008)

Queria Saber...


Queria saber dos teus sonhos por realizar, dos teus segredos, suavemente pintados na tela da tua imaginacao, das imagens do teu filme preferido.

Queria saber da musica que embala as tuas manhas de domingo, da maneira como giras a colher para adocar o cafe olhando a paisagem atraves da janela da cozinha.

Queria saber do teu melhor amigo, das marcas das tuas quedas de menino, da primeira vez que te sentiste homem, de algumas feridas do teu coracao.

Queria saber do cheiro da tua pele, do sabor do teu beijo apaixonado, da forca do teu abraco, do sal das tuas lagrimas, do calor da tua mao... na minha.

Queria saber dos gestos com que desenhas as tuas noites de silencio, de que forma deitas a cabeca na almofada, do modo como pensas em mim. Ou nao.

Gosto do teu sorriso! E isso ja e' saber tanto de ti.

Joana Campos Verdes (03/08/2008)

PP: Amiga sombra, porque faz todo o sentido não perder alguns momentos e sentimentos,vou colocá-los aqui, à medida que os vou retirando de algumas gavetas que se vão fechar, para que não os perca.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Divagações de sofá


Por vezes penso, e, repenso, na vida.
Feita de dualidades. Quando os sentimentos e o desejo são demasiado vivos para poderem parar mesmo contra todas as regras da Razão.
Em determinadas alturas,torna-se impossível fazer uma pausa para refletir sobre quais as razões que nos levam a sentir aquilo que tanto nos impele uns para os outros. Se pudessemos fazê-lo, talvez concluíssemos de imediato que não valia a pena investir numa relação assim,vivida nos extremos.
O extremo da união carnal e o da diferença na forma de viver o quotidiano.
Elevando-me sobre a paisagem, olho para baixo e considero ... "Querem-se muito, não há dúvidas disso. Mas, as formas distintas de sonhar o futuro, a falta de convergência nas ambições e a falta de harmonia entre a vida de cada um deles, faz com que vivam entre altos e baixos...

O facto é que, quando se encontram frente-a-frente, são incapazes de pensar noutra coisa que não seja estarem juntos!

E quando aterro no meu sofá vêm as dúvidas... as certezas... porque é que tenho a impressão que andamos sempre com os sentimentos em contramão, ou serão estes que andam na contramão da razão?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

E foi assim que este blog nasceu


Hoje a minha boa disposição impera, depois de uma manhã sebastianamente nevoenta, eis que brilha o Sol.
Impõe-se que me lembre a mim própria da razão de ser deste blog.
Estando eu num jantar, de reencontro entre adolescentes amizades, daquelas que os anos afastam mas permanecem intocáveis, surge a conversa dos famosos diários, aqueles onde escrevíamos... todos os nossos humores, amores e desamores e que tantas lembranças trazem, quando sopramos o pó... folheamos as páginas... e seguimos recordando retalhos de vida e vidas, que a nossa falível memória já não guarda.

E a minha memória... acreditem que é falível e volátil ao sabor dos anos que vão passando.
Dei por mim a ouvir histórias das quais já não me iria lembrar... e é uma pena...
Assim, surgiu a ideia deste blog, criado durante um brain storming (quase) colectivo, entre conversas do Benfica, do Isaltino Morais, da politica nacional e da crise internacional, criámos o meu diário do sec. XXI.
Pois é, já nada me escapará (desde que não me esqueça de escrever); brindemos a que o tempo me sobre para registar os meus estados de espírito e acompanhar uns quantos outros.

PP:Um beijo grande à minha amiga blogger Jessie James que além de me iniciar nestas andanças, me emprestou um livro: eat, pray, love da Elizabeth Gilbert.
Á primeira leitura parece alguém a descrever uma breve sinopse da minha vida, ainda não decidi se me estás a querer dar um bilhete de ida para o Bali mas já me sinto com vontade. Beijinhos

Ameaçadores devaneios de um cavalheiro


Tentação

Não me tente, ó menina,
Com essa beleza divina
Que me mostra, quase nua...
Não me tente, que enlouqueço,
E dos pudores esqueço,
Ante o que me insinua...

Há tempos que a desejo,
Sonho doido com seu beijo,
Sua boca de sedução...
E agora a vejo assim,
Projetar-se sobre mim,
Com tanta provocação...

Se me tenta, desejosa,
Qual uma gata manhosa,
Com tanta desfaçatez,
Vou deitá-la sobre a relva
E qual as feras na selva,
Possuí-la de uma vez!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Princesa Maior


Junto de ti, aprendi
A força para aguentar as adversidades da vida
Junto de ti, aprendi
A remar o barco, mesmo com os remos partidos
Junto de ti aprendi
A nunca desistir de levar o barco à terra
Junto de ti, aprendi
A viver em silêncio como tu muitas vezes vives
Junto de ti, aprendi
A dar Amor, a ser amada
Junto de ti, aprendi
Muito mais, mas não tudo
Porque nunca ninguém aprende tudo o que uma avó ensina.




A falta que tu me vais fazer
Não há palavras que a possam descrever
Junto de ti, aprendi
Tudo o que sou... não mo deixes esquecer.